COMPANHIA

a MISSÃO

A missão da companhia é criar trabalhos originais que testam e quebram os limites da performance, redefinindo o teatro como uma forma de arte interdisciplinar, buscando alcançar novas audiências e levantando as perguntas difíceis de nossos tempos difíceis.

SOMOS APENAS CONTADORES DE HISTÓRIAS.

E do que contamos, tentamos não tirar conclusões. Nada do ponto de vista globalizador, redução do teatro a uma mensagem. Nada de moral da história. Queremos o não-retórico. Incitamos a dúvida, a ambiguidade. Todos os pontos de vista são válidos, sem hierarquização, sem julgamento.

NÃO HÁ DENÚNCIA DO SISTEMA, HÁ DESMONTE.



os CAMINHOS

A companhia teatral foi estabelecida em 2006 por um jovem coletivo de artistas com o mesmo desejo e a mesma necessidade: formar um núcleo de criação teatral que, através de um processo contínuo de pesquisa, explorasse diferentes possibilidades para a cena contemporânea.

Nos últimos anos, o TEATRO DE DEMOLIÇÃO criou e encenou seis espetáculos originais, ganhando destaque no cenário teatral circulando pelo Brasil, América Latina e Europa, realizando temporadas em diferentes capitais, participando de festivais e conquistando inúmeros prêmios.

Em 2016, o TEATRO DE DEMOLIÇÃO completa dez anos de existência e resistência. Para marcar esta data tão significativa em nossa trajetória, a companhia realizará a remontagem de dois dos seus mais importantes espetáculos - CATÁSTROFE DA BORBOLETA e ANATOMIA COMPARADA, fará a estreia de uma nova produção, além de organizar atividades formativas sobre o seu treinamento técnico e processo criativo.

REPERTÓRIO

CATÁSTROFE DA BORBOLETA

teatro amargo em pedaços

Num país de memória curta e amnésia crônica, SERIA IMORAL NÃO RETRATAR A VIOLÊNCIA NO TEATRO.
Não se trata de um olhar sobre, mas de dentro, do meio das entranhas de uma sociedade reprimida por um governo autoritário e controlador, revelando através de pequenas histórias como a violência e o medo penetram silenciosamente no nosso cotidiano.
Analisando opressores e oprimidos, os personagens são seres humanos que nos mostram sua face mais doce e frágil, assim como sua face mais temível e hedionda. Tudo depende das circunstâncias. Um estudo do comportamento do bicho-homem face à repressão, que desconcerta nossas ideias e intenções, porque ali tudo é diferente.
CHOVE DURANTE TODO O ESPETÁCULO.

ANATOMIA COMPARADA

uma farsa trágica

O cenário é a turbulenta Paris do final do século XVIII. Seus principais personagens são Georges-Jacques Danton e Maximilien Robespierre, ambos protagonistas da Revolução Francesa. O confronto Danton-Robespierre mostra duas atitudes opostas, representativas das duas opções do homem contemporâneo. É o embate entre a liberdade do individuo que move Danton e a luta pelo direito coletivo que impulsiona Robespierre.
Aqui temos a gênese do Terror moderno, filho perverso da razão. Os políticos terroristas – nas “seitas” que pretendem impor “a” justiça ou nos palácios governamentais que precisam manter “a” ordem – desempenham um papel duplo: são ridículos e trágicos. Em nome da Revolução, inicia-se o delírio que levou milhões ao nada, da guilhotina aos campos de concentração, da “faxina” étnica à purificação religiosa, dos homens-bomba e das chacinas do “esquadrão da morte” às guerras que inauguraram o século XXI. Trata-se de uma tentativa de compreender o nosso tempo – COMO NASCE O TERROR? COMO O TERROR SE ESPETACULARIZA? COMO O TERROR DEVORA OS SEUS PRÓPRIOS FILHOS?

POR QUE OS PRÉDIOS CAEM?

comédia cáustica

"Essa é a história de um homem que cai de um prédio de 50 andares. Enquanto cai, ele repete para se acalmar: Até aqui, está tudo bem. Até aqui, está tudo bem. Até aqui, está tudo bem."
Madrugada, no terraço de um antigo prédio comercial, conhecido como o local preferido dos suicidas. Sentindo-se completamente fracassado na sua vida um homem pula do alto do prédio e durante a queda vai desfiando sua tragédia pessoal, como quem faz uma confissão a um desconhecido, revelando o lado ácido e trágico do ser humano numa espécie de conversa, digamos, “pré-suicídio”.
O título escolhido para a peça instiga, mas não traduz fielmente seu conteúdo. Porque não é de "quedas" que trata o espetáculo, mas de "escolhas" e, principalmente, de conviver com a ideia de se ter que escolher o caminho mais longo e mais difícil.




ATIVIDADES FORMATIVAS


Turbulências

treinamento e metodologia

O projeto pedagógico da companhia tem como objetivo compartilhar os nossos métodos de criação e concepções sobre a cena e a dramaturgia.
Através de workshops, demonstrações técnicas, aberturas de processo e ciclos de debate, o TEATRO DE DEMOLIÇÃO pretende ultrapassar as fronteiras do palco, criando e ampliando espaços de reflexão sobre as questões fundamentais do homem e do papel do teatro contemporâneo na sociedade.
Por não possuir um formato rígido, as atividades podem ser realizadas de acordo com as disponibilidades de tempo, espaço e interesse do público-alvo.